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Dia de Los Muertos: a festa alegre e colorida do México
Dia de Los Muertos: a festa alegre e colorida do México
25 OUT 2017
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#Cultura

Entre os dias 31 de outubro e dois de novembro, o México comemora o Dia de Los Muertos. Nas casas, praças, ruas e cemitérios as pessoas dançam, comem, bebem e erguem altares enfeitados para quem já partiu. Esse dia é celebrado como o momento de receber aqueles que já se foram, mas retornam na data para visitar seus parentes. Apesar da data, o Dia de Los Muertos não é uma comemoração de finados, e também não faz parte do Halloween. Sua origem é muito mais antiga.

 

O início

De origem mesoamericana, o Dia de Los Muertos foi comemorado pelos maias, astecas, purépechas e totonacas. Nos 18 meses do Calendário Asteca, havia pelo menos seis festejos dedicados aos mortos. Naquela época era comum conservar crânios como troféus e mostrá-los durante os rituais que celebravam morte e renascimento. Em Tlaxochimaco, no nono mês se celebrava a festa, e em Ueymicailhuitl, no décimo mês ocorria uma grande comemoração, com sacrifícios humanos, muita comida e oferendas aos antepassados, o que originaram os altares para os mortos.

 

 Vida e morte

Para os mexicanos, a morte é entendida como o fim de um ciclo e o princípio de outro. O lugar de destino do morto não dependia de suas ações quando vivo, mas da maneira como ele morreu. De acordo com a cultura, havia três destinos diferentes para os mortos:

Omeyacan: paraíso do sol, o deus da guerra e protetor dos astecas. Ali chegavam os guerreiros mortos, os sacrificados e as mulheres que morriam ao dar à luz. Os mortos que viviam em Omeyacan voltavam depois de quatro anos em forma de aves de belas plumagens coloridas.

Tlalocan: o deus da chuva era um jardim de flores permanentes, lugar de abundância e repouso onde iam as almas dos afogados, dos que morriam atingidos por raios ou afogados.

Mictlán: a terra daqueles que tiveram uma morte natural. Era um país de trevas e frio, presidido pela deusa Mictecacihuatl, a senhora da morte, esposa de Mictlanlecuhtli, senhor do reino dos mortos. Tinha nove níveis ou regiões que o morto deveria passar enfrentando obstáculos que expressavam os estágios de decomposição do corpo e os tormentos infligidos pelos monstros devoradores. Depois de quatro anos, quando só restavam os ossos, poderiam descansar na presença dos deuses.

 

 A festa

O Dia de Los Muertos ocorre entre 31 de outubro a dois de novembro. Segundo a crença popular, nesses dias os mortos têm permissão para visitar parentes e amigos. No dia 1º, vêm as almas das crianças, e no dia 2 as dos adultos. Para receber seus entes falecidos, as pessoas enfeitam a sua casa com flores, velas e incensos, preparam suas comidas e bebidas preferidas, vestem roupas com esqueletos pintados ou se fantasiam de morte, uma maneira confortável de deixar os mortos no mundo dos vivos.

 

Dia de Los Muertos – Fonte: https://goo.gl/KV2J2Y  

 

Alguns elementos são característicos do Dia de Los Muertos, entre eles:

 

La Catrina

Um esqueleto de uma dama da alta sociedade do início do século XX, trajada elegantemente e usando um belo chapéu. Seu nome vem do desenho La Calavera de la Catrina (A caveira de Catrina) do artista mexicano Jose Guadalupe Posada, que faz parte de uma série de caveiras humorísticas destinadas a lembrar que as diferenças sociais não significam nada diante da morte. La Catrina virou uma espécie de dama da Morte, uma Mictecacihuatl contemporânea.

La Catrina, ao centro, no mural “Sueño de una tarde dominical en la Alameda Central” (detalhe), de Diego Rivera. Ele se retrata como criança junto à esposa Frida Khalo (à esquerda) e de José Guadalupe Posada (à direita), o criador de “La Catrina”. Fonte: https://goo.gl/a4AeZz

 

La Lhorona

A chorona é uma figura do imaginário popular, um espírito de uma mulher que perambula pela noite chorando a morte de seus filhos. Outras versões contam a história de Cihuacóatl, que emergiu do lago Texcoco par chorar a morte dos seus filhos, e outra que conta a história de Malinche, a indígena que acompanhou Hernán Cortés e teve papel importante na conquista do México, que, por ter traído seu povo, virou alma penada. 

La Lhorona – Fonte: https://goo.gl/L6Dc9T 

 

Altares e oferendas

Na impossibilidade de visitar o túmulo, as famílias montam altares em suas casas nos quais colocam fotos dos mortos e representações dos quatro elementos, água, frutos (terra), vela (fogo), incenso e papéis recortados (ar). Completam o altar com os objetos favoritos do falecido ou brinquedos se for uma criança, comidas, bebidas, sal, flores, cobertores ou poncho. Uma cruz na parte superior do altar também é colocada junto a imagem do morto,  feita de sal, cinza ou terra lembrando a frase: “Lembra-te que és pó e ao pó voltarás”.

Altar de Dia de Los Muertos – Fonte: https://goo.gl/DD8fT2

 

Doces

Uma outra tradição mexicana são os doces. O Pão de Morto é um dos mais conhecidos. Um pão doce polvilhado de açúcar é reservado exclusivamente para a festa. Caveiras de açúcar também são feitas, e são dadas às crianças. Flores para enfeitar os altares também é tradição. Girassol, rosas e especialmente crisântemos amarelos simbolizam a beleza e a transitoriedade da vida.

 

Pão de morto – Fonte: https://goo.gl/bonXMQ

 

Para conhecer mais, assista esses vídeos que mostram um pouco do Dia de Los Muertos:

https://goo.gl/H8N4ZW

https://goo.gl/ft8pvR

 

Fonte: https://goo.gl/a4AeZz

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Ana Guaca

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